San Andrés está na moda. Todo mundo indo para lá para conhecer o caribe colombiano. Eu também fui saber o que essa ilha que apesar de pertencer à Colômbia, fica mais próxima do Nicarágua. Mas bem, como nem tudo são flores, vou dar a você 5 razões para não pensar em curtir umas férias ou um feriadão prolongado por lá. Sim, isso mesmo. % razões para não ir a San Andrés.

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Aliás, se quiser conhecer um pouco mais da Colômbia, já tem aqui no blog vários posts sobre esse país, incluindo as cidades de Bogotá e Cartagena. Clique aqui e veja.

1º MOTIVO | CADÊ A DIVERSIDADE?

Apesar de um povo muito simples, essa ilha gosta bastante de se exibir seu mar de sete cores. Diga-me, para quê sete tons de azuis numa mesma praia. Não tem necessidade, tem? É azul turquesa, é azul claro, é azul esmeralda… É tanto azul que acho que não há nem nomes para denominá-los. Seria preciso chamar um desses arquitetos que inventam nomes para tinta de parede ou um daqueles publicitários que dão nome às cores de esmaltes e batons.

roteirospossiveis489São poucas as pessoas que conseguem distinguir os sete tons. Talvez, se sentar do lado da janela no avião tenha a chance de ver perfeitamente esse dégradé de cores, um caleidoscópio que mais parece uma pintura da fase azul de Van Gogh. Para onde quer que olhe o mar vai jogar na tua cara toda sua exuberância celeste. No horizonte, mar e céu chegam a se confundir.

E a água é cristalina. Se mergulhar vai conseguir ver peixes de vários tipos, cores e tamanhos. E ainda é morninha. Em certos pontos da ilha, por causa da barreira de corais, vai conseguir ter piscinas naturais maravilhosas para descansar. Acho muito exagero. Um azul estava bom demais.

2º MOTIVO | SURPRESA DEBAIXO D’ÁGUA

San Andrés foi formada a partir da erupção de um vulcão. Dá para perceber isso pelo solo pedregoso em várias partes da região. Mas o mais importante disso é a barreira de corais que se formou ao redor da ilha. Aliás, essa é a na terceira maior barreira de corais do mundo, com cerca de 250 mil km², o que fez a Unesco considerar a região como uma Reserva da Biosfera.

roteirospossiveis490.jpgVocê tem de ter cuidado para não pisar nela, porque, além de destruí-la, você pode se cortar. Se você não sabe nadar, ou tem medo de mergulhar, melhor nem ir. Mesmo tendo muitas agências com instrutores experientes de mergulho com cilindro ou que fazem esse tipo de trabalho com turistas pela ilha. Ao todo são 40 pontos de mergulho.

Algo mais prático seria fazer snorkeling ou prender sua respiração usando só uma mascarazinha. Um dos lugares mais propício para isso é El Acuário, uma ilhota cercada pelos corais, com um mar tranquilo onde é possível ver uma grande diversidade de peixes e outras espécies da fauna marinha. Mas tenho certeza que você prefere ir ao aquário do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Barcelona, de Dubai. Você não se molha e pode ver os animais comendo pipoca.

3º MOTIVO | SEM TRANQUILIDADE

Não sei quanto a vocês, mas imagino que a maioria das pessoas que viaja para praias do caribe querem paz e tranquilidade. Tirar um descanso do cotidiano acelerado que se tem nas grandes cidades. Se sua proposta é essa – curtir o mar, sobra e água fresca -, pode tirar seu cavalinho da chuva. O que não vai faltar em San Andrés é motivo para não ficar parado. Visitas às ilhas menores como Johnny Cay, El Acuário ou andar até a pequena Rocky Cay. Nesta última, você poderá ver um barco todo enferrujado que naufragou no mar caribenho.

roteirospossiveis491.JPGA extensão de San Andrés é de 26 km² e por isso mesmo é possível percorrer ela em um único dia. Poderá alugar um carrinho de golfe e passar o dia dando a volta na ilha, cuja a estrada está em perfeitas condições. Nesse passeio, você não terá tranquilidade alguma. Poderá pular de um trampolim em West View (olha a adrenalina), onde as ondas podem ser um pouco mais fortes e levar você pra longe, ou escolher a menos perigosa e concorrida La Piscinita.

roteirospossiveis492.JPGSe quiser, pode também conhecer um tal de Hoyo Soplador e um pouca da história do pirata Morgan. Cuidado com o sol que é forte e bate na fraqueza. Quando o cansaço bater, e vai bater, se você ainda não estiver com vontade de voltar para casa, tem a noite baladeira de San Andrés, como muita salsa e outros ritmos latinos, regados a muito Coco Loco.

4º MOTIVO | ZONA DE LIVRE COMÉRCIO

Você tão acostumado a pagar impostos no Brasil, claro que não vai gostar nada, nada de dar sua contribuição para ajudar o governo colombiano. San Andrés é uma zona livre de comércio, e por isso os preços de muitos produtos chegam a ter descontos bastante convidativos. Mas pra que um mar de sete cores se você tem um comércio cheio de produtos importados com precinhos bem mais em conta do que no Brasil. Você vai querer comprar presente para toda a família.

compras.jpgMas se é para fazer compras baratas, melhor ir ao comércio popular da sua cidade, e ajudar os coreanos, chineses, angolanos, senegaleses, e todos esses outros imigrantes no nosso país que vendem produtos sem impostos também. Tudo bem, não são produtos originais como os vendidos em algumas lojas de San Andrés, mas vão quebrar o galho. Mas se ainda assim querer comprar na ilha colombiana, fique atento que existem lojas que comercializam produtos falsificados.

5º MOTIVO | O BARATO QUE PODE SAIR CARO

Minha última cartada para convencer você a não ir a San Andrés é reforçar o sábio ditado popular: “o barato que pode sair caro”. Faço disso um mantra. Sim! Porque viajar para a ilha colombiana nunca esteve tão barato. Partindo de várias cidades do Brasil, fazendo conexão em Bogotá, Lima ou no Panamá, você conseguirá chegar ao que chamam de paraíso.

Além disso, você não precisa de visto para entrar lá, nem mesmo de passaporte, por causa do tratado entre os países sul-americanos. Logo, as passagens saem mais em conta do que ir para outro destino caribenho, como o México, por exemplo. Por isso mesmo, vai ter um monte de gente indo pra lá, o que vai deixar os lugares cheios, uma muvuca, uma confusão.

tarjeta.jpgSe a passagem possa sair mais em conta, em compensação, terá de precisar pagar uma taxa para entrar na ilha que até março era de COP 109.000. E eles não são nada organizados quanto a isso. Ninguém sabia dizer quem ia nos vender a tal “tarjeta”. Quando de fato encontramos a pessoa responsável, tivemos que enfrentar outra fila, meio bagunçada. E o pagamento foi à vista. E nem pense em perder essa “tarjeta”. Você só sai da ilha se tiver ela em mãos.

Convenci? Acho que não. De qualquer forma, se apesar de tudo decidir conhecer esta ilha fantástica, volte aqui e conte o que achou de lá, fale dos perrengues por quais passou e as alegrias que vivenciou. Aguardo você aqui.

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Imagens: Anderson Corrêa / Roberta Martins / Reprodução

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