Para fazer o traslado entre as cidades que visitaria na Colômbia, decidi pela Viva Air (que até então se chamava Viva Colombia). Primeiro porque era uma empresa já conhecida e testada por alguns blogueiros que li e, segundo, o preço das passagens estavam bem mais em conta do que usar as empresas brasileiras, mesmo utilizando a opção “várias cidades”, disponível nos sites das companhias nacionais.

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A seguir, apontarei as vantagens e as desvantagens de ter escolhido a Viva Air. Lembrando que eu e meus dois amigos estivemos em 3 cidades naquele país: Bogotá, Cartagena de Índias e San Andrés.

VANTAGENS 

A primeira vantagem de ter optado pela Viva Air foi o preço das passagens. Como disse antes, comprar as passagens pela Latam (companhia que usamos para sair do Brasil) não seria um bom negócio, especialmente saindo de São Luís, já que ainda tivemos de pagar o trecho até Guarulhos. Assim, nossa passagem sai sempre um pouco mais inflacionada pela ausência de um aeroporto verdadeiramente internacional, porque aqui na cidade o aeroporto só tem mesmo esse título.

A Viva Air é a principal low cost da Colombia, e possui preços bem mais acessíveis. Não chega a se comparar com as empresas europeias, mas ainda assim vi vantagem. A companhia colombiana possui três tarifas que estão relacionadas especialmente ao tipo de bagagem que o passageiro porta. A primeira é a Viva, para aqueles que carregam apenas um volume de até 10 kg (não despachado). A segunda é a VivaSuper, que possibilita levar além de uma bagagem de mão de até 10 kg e despachar uma bagagem de até 15 kg. Nesta também há a possibilidade de usar a fila rápida.

Saiba mais: Saiba como tirar o Certificado Internacional de Vacinação, exigido pela Colômbia.

Por último, a mais completa, é VivaMax, que dá ao passageiro a oportunidade de levar até três volumes: uma bolsa/mochila de até 10 kg, uma bagagem de mão de até 12 kg e mais uma bagagem despachada de até 20 kg. Além disso, quem opta por essa tarifa pode escolher seu assento, tem prioridade na entrada do avião e pode fazer o check-in no aeroporto, emitindo o bilhete com a empresa. Nas outras tarifas você é obrigado a imprimir seu bilhete antes. Caso não o faça, a empresa cobra um valor adicional de COP 20.000.

Cuidado na hora da compra, que só é feita pela internet. Depois de colocar seus dados, terá opção de escolher alguns serviços extras. Alguns já ficam marcados, então, atente-se para desmarcá-los antes de fechar o pedido, do contrário, eles vão encarecer o preço final. Entre esses serviços estão despacho de bagagens, embarque prioritário, seguro, check-in no aeroporto, entre outros.

Como passaríamos muitos dias no país, tivemos de levar além da nossa mochila, uma mala. Por isso optamos pela VivaSuper. Fiz nossas reservas com dois meses de antecedência e conseguimos um preço relativamente bom. Mas já um pouco mais caro do que a primeira vez que busquei os valores no site da companhia três meses antes.

Se estiver viajando em grupo, sugiro que compre com antecedência mesmo, porque as poltronas mais baratas vão acabando e pode ser que não consiga o desconto para todos. Como aconteceu conosco. Uma das passagens de cada trecho saiu com preço mais caro, porque só havia mais duas poltronas disponíveis no valor mais baixo (conversa fiada da empresa). Se comprássemos as três de uma vez o valor sairia bem maior. Por isso compramos duas e depois mais uma. Como fizemos tudo em grupo, dividimos o valor total pelos três.

Outra vantagem é a diversidade de horários. São muitos voos durante todo o dia e para várias cidades do país e de países vizinhos, como o Peru, por exemplo. Horários do meio da tarde e no final da noite são os que têm o menor custo. Mas pode variar de cidade para cidade.

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As vantagens são poucas, mas são boas. Agora vamos às desvantagens. Na verdade não diria nem desvantagens, mas alguns aspectos não muito cômodos. O primeiro deles é a falta de opção de escolha de assento. Como viajaríamos em três, queríamos sentar juntos. Mas não conseguimos isso em nenhum dos voos, exceto no voo de San Andrés a Bogotá, quando as duas poltronas ao meu lado foram vazias e meus amigos mudaram para lá depois do avião decolar. Lembrando que, pela política da empresa, a mudança de poltrona é tarifada. As comissárias informaram isso, mas um monte de gente começou a trocar de poltrona e eles vieram para o meu lado. Até hoje não fomos cobrados.

Outro incomodo já citado, é o fato de ter de imprimir o bilhete. Queria ter imprimido todos os bilhetes em casa, mas o check-in só é disponibilizado um dia antes do voo, logo alguns tive que imprimir na Colômbia. Em San Andrés, a internet é péssima, e estava com receio de não conseguir. Mas deu tudo certo. Uma companhia de turismo fazia isso próximo de onde nos hospedamos. Cobraram COP 2.000 pela impressão de cada bilhete, bem mais barato que o cobrado pela empresa. Em Cartagena, o hostel imprimiu para nós gratuitamente. O que usaríamos em Bogotá, fiz a impressão em casa. Interessante seria se tivessem um aplicativo para usar o bilhete no celular, como temos nas empresas brasileiras. Menos papel no mundo.

A quantidade e o tamanho da mala são outros incômodos. Mesmo uma mala de até 10 kg e dentro dos padrões exigidos para levar a bordo, não é permitida pela empresa nas duas primeiras tarifas. Assim tive que despachar a mesma mala que trouxe comigo na cabine da Latam. Uma mala novinha, que quando chegou a Cartagena estava toda arranhada e com um dos cantos quebrados. Fui reclamar, mas ouvi deles que por não comprometer o funcionamento da bagagem, eles não poderiam providenciar o conserto. Fiquei possesso da vida. Mas tudo bem. Isso não estragaria minha viagem.

O último incômodo é o atendimento no embarque. Achei um pouco bagunçado. Pelas regras do bilhete, eu e meus amigos teríamos prioridade na fila rápida. Mas não vimos isso. Os bilhetes são marcados por números e letras. Cada grupo entra no avião em determinada ordem. Nunca entrei no primeiro grupo, e nunca que a fila foi rápida. Depois que passávamos pela verificação do bilhete ficamos na fila dentro do finger (a passarela que leva até a aeronave) por bastante tempo.

Saiba mais: Um passeio pelo bairro histórico de La Candelaria.

Todos os aviões em que viajamos eram Airbus 320, iguais os tradicionais aviões usados no Brasil, com poltronas sem grande conforto. E o serviço de bordo não era gratuito. Nem água serviram. Tudo era pago e os preços nada em conta. Preferi tirar um cochilo. Mas as aeronaves pareciam novas e estavam limpas. Os voos foram bem tranquilos e, com exceção do de San Andrés/Bogotá, decolaram pontualmente. Neste, o voo atrasou e nos serviram no terminal um lanche (batata chips e suco em caixa). O atraso foi de quase duas horas. Não souberam explicar o motivo.

Ah, em San Andrés, a fila do despacho da bagagem foi a mais demorada, pois as atendentes estavam solicitando a tarjeta de turismo obrigatória, conferindo se cada passageiro portava a sua. E alguns não estavam com ela. Teve até confusão. Mas, no todo, a experiência com a Viva Air (ou Viva Colombia) foi positiva. Não há de se esperar muito de empresas low cost.

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Imagens: Reprodução da internet / Anderson Corrêa

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