La Candelaria é o bairro histórico da capital colombiana. Ótimo para conhecer a cidade e também para se hospedar. Aliás confira aqui o review do hostel onde me hospedei nesta região. Por ser um bairro antigo, o mais antigo da cidade, as ruas são estreitas, cheias de casario colonial muito bem conservado e onde funcionam desde simples moradias, até importantes centros econômicos.

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É nessa região onde estão os principais museus da cidade, bem como a praça que reúne os grandes monumentos históricos, além de alguns palácios do governo nacional.  Ali também está a Catedral de Bogotá. Nas redondezas, bons restaurantes para provar a culinária local e barraquinhas de rua que vendem especialidades do país. Vejamos algumas das principais atrações:

PLAZA BOLÍVAR

O ponto de partida pode ser a principal praça da cidade. Nesse amplo espaço, você encontrará a Catedral Primada, o Palacio de Justicia, o Capitolio Nacional e Palacio Liévano, sede da Prefeitura de Bogotá. O que me incomoda é aquela monocromia nas fachadas dos prédios, mas há gente que goste dessa composição. A mais bonita, sem dúvida, é a catedral.

Catedral Primada BogotáAh, cuidado com os ratos, na verdade, pombos que vivem na praça. O culpado são alguns vendedores de milho que oferecem o cereal aos turistas. Pior que tem gente que compra, mal sabendo as doenças que esse animal transmite. Também estão ali muitos vendedores ambulantes e algumas pessoas com lhamas vestidas de forma colorida para você, turista, tirar fotos.

Saindo dali, passe na famosa La Puerta Falsa, um pequeno e tradicional restaurante da cidade. Confesso que fui mais pelo nome, porque não gostei muito do lugar. É apertado e quente. E a comida – provei o tão falado chocolate completo, com almojabana, pão com manteiga e queijo. Não é o melhor da culinária colombiana.

MUSEO BOTERO

Na mesma rua de La Puerta Falsa, o museu é um dos mais importantes do país. Nele estão reunidas as principais obras do artista plástico Fernando Botero, conhecido especialmente pelas formas rechonchudas que desenhava e esculpia. Mas o museu guarda também obras de outros grandes artistas que pertenciam a Botero e que foi doado por ele ao Banco da República, na Colômbia. Na lista, quadros de Pablo Picasso, Salvador Dalí, Joan Miró, Gustav Klimt, Henri Matisse, Claude Monet, Marc Chagall, Alberto Giacometti e Henri Toulouse-Lautrec. Conheça mais do museu aqui.

roteirospossiveis425Aproveite que ao lado, no mesmo complexo, está o Museo de la Moneda, que conta a história da moeda colombiana, e o Museu de Arte do Banco da República, com exposições modernas. No pátio que liga os museus há um café e uma lojinha de souvenir.

MUSEO DEL ORO

Insha’Allah! É muito ouro, é muito ouro. O museu, um dos muitos pelo país, é o maior do gênero, com mais de 34 mil peças pré-colombianas feitas com o nobre metal. O museu, além de expor os artefatos, também conta a história da mineração e dos metais ao longo da civilização.

museo boteroUm das obras mais famosas é a Balsa muisca. Pequena, mas de grande valor. Estima-se que foi produzida entre 600 e 1600 d. C. Conheça o museu neste post aqui.

GRAFITES

Bogotá tem passado por muitas transformações ao longo dos anos. E o colorido dos grafites tem contribuído para trazer um ar mais cosmopolita à fria cidade. Em vários pontos da metrópole você pode se deparar com um desenho que mostrar os anseios dos colombianos. Em La Candelaria não seria diferente. Na Carrera 7, por exemplo, há várias paredes grafitadas, bem como os postes que iluminam o logradouro.

Chorro de Quevedo grafiteMas talvez as intervenções mais conhecidas estejam na Plazoleta Chorro de Quevedo, região onde a cidade foi fundada e com uma vida noturna bem agitada, cheia de barzinhos. Mas boa parte dos turistas vai ali para ver os famosos grafites que dão vida à ruazinha lateral. A índia anciã é a mais fotografada. Quem quiser conhecer mais a fundo os grafites, há na cidade o Bogotá Graffiti Tour, um tour gratuito (mas que recebe doações dos participantes) pelas principais desenhos da região. O tour é divertido e bem explicativo.

CERRO MONSERRATE

O ponto alto do passeio é (literalmente) a subido ao Cerro. Na parte mais elevada dos seus 3200 metros acima do nível do mar está o Santuario del Señor Caído de Monserrate, fundado em 1640. Lá do alto tem-se uma vista linda de toda a cidade. Conheça mais do Cerro aqui. Só tome cuidado com a altitude. Pode lhe faltar ar. Comigo foi bem tranquilo. Só evitei os movimentos mais bruscos. Durante a subidinha de uma escada me pareceu que tinha subido todo o morro a pé. Mas parei, respirei fundo e logo estava pronto para outra.

cerro bogotáPara subir até o santuário, é preciso pegar o funicular ou o teleférico. Quando estive lá, este segundo estava em manutenção, por isso tive de subir de funicular. São 5 minutos cada trecho e funciona até tarde da noite, já que o melhor horário para estar lá em cima é durante o por do sol. Atente-se para os dias nublados para não perder a viagem. Ah, dá para subir a pé. Mas vai precisar muito mais do que disposição para isso. Vá lá, eu te dou apoio moral.

COMIDA DE RUA

Para fechar as dicas, sugiro para nas barraquinhas de rua e provar algumas iguarias do país. Há barracas que vendem Chips de banana (fatias bem fininhas fritas da fruta) e churros (mas sem o doce de leite que temos no Brasil). Conheça algumas das comidas típicas da Colômbia aqui.

churros bogotá la candelariaOutras também bastante comuns são as barracas de obleas. Esses são os famosos doces do país: wafer em formato de disco, recheada com arequipe (um tipo de doce de leite), leite condensado, geleias, chantilly, coco ralado, etc. São bem baratinhas e você encontra em todo canto da cidade.

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Imagens: Anderson Corrêa

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