O gigantesco Musée du Louvre merece um bom planejamento para aproveitar ao máximo a visita. Desde o post passado (veja aqui) estou listando algumas dicas para que sua passagem pelo museu mais visitado do mundo não seja uma sucessão de frustrações. No post de hoje, vou especificar as coleções, salas e principais obras, o que pode facilitar suas andanças por lá.

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Para quem não sabe, o Louvre está dividido em três alas: Sully (frente), Denon (direita), Richelieu (esquerda) distribuídos em 4 pavimentos (Mezanino, Rez-de-Chaussée, 1ª andar e 2º andar), além do Hall Napoleônico (abaixo da Pirâmide – onde ficam a bilheteria, os detectores de metais e as escadas rolantes para as três alas.

Vale lembrar que o roteiro de visita que seguirá vai depender dos seus interesses. Há pessoas que querem ver apenas aquelas obras clássicas, então não vai ser muito difícil e demorado o passeio. Mas há pessoas que querem ver tudo ou o máximo de coisas (como eu) e que precisará de um tempinho a mais. Lembro que fiquei um pouco mais de três horas rodando pelo museu. Chega um momento que cansa olhar tantos quadros. Mas consegui ver tudo o que eu queria.

Então, vamos aos destaques piso a piso. Neste roteiro proponho começar do andar mais baixo para o mais alto. Vale lembrar que existem as coleções do Louvre estão distribuídas em oito departamentos: Antiguidades egípcias, Antiguidades gregas, etruscas e romanas, Antiguidades orientais, Arte do Islã, Pinturas, Esculturas, Objetos artísticos e Artes gráficas.

MEZANINO (ENTRESOL)

Nesse piso estão obras de antiguidade pré-clássica, orientais, islâmicas, além de obras europeias dos séculos 11 a 16.

Aqui destaco a famosa Santa Maria Madalena (Ala Denon, esculturas, sala C), Cavalos de Marly (Ala Richelieu) e também Fossos do Louvre medieval (Ala Sully, compreende toda a ala neste piso). O fosse é muito bacana. Na verdade esse era o calabouço do primeiro castelo construído no local, ainda na Idade Média. Considero a área da cultura islâmica e oriental a mais bonita do museu.

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TÉRREO (REZ-DE-CHAUSSÉE)

Nesse piso estão obras da antiguidade etruscas, gregas e romanas, mesopotâmicas, do oriente, além de artes africanas, asiáticas, americanas e da Oceania. Muitas múmias, esculturas  e elementos religiosos. Algumas das melhores coleções estão aqui.

Destaco a Afrodite – Vênus de Milo (Sully, antiguidades etruscas, gregas e romanas, sala 16), muito conhecida pelos livros de história; Código de Hamurábi (Richelieu, Mesopotâmia, sala 3); Frisos dos arqueiros (Sully, Antiguidades do Oriente, sala 12); Estátua Colossal de Ramsés II (Sully, Egito, sala 12) e Psique reanimada pelo beijo do amor (Richelieu, esculturas, sala 4).

roteirospossiveis346roteirospossiveis368.JPGPRIMEIRO ANDAR

Aqui estão muitas obras importantes do Renascimento, pinturas italianas de vários séculos, bem como representações do rococó, do neoclassicismo. Há também uma ala para utensílios gregos e egípcios, além de uma ala dedicada ao período napoleônico.

Nele se destacam Os aposentos de Napoleão (Richelieu), Vitória de Samotrácia (Escadaria Denon), A Jangada da Medusa (Denon, pinturas, sala 77), A Liberdade Guiando o Povo (Denon, pinturas, sala 77), As bodas de Canaã (Denon, pinturas italianas, sala 6) e a obra mais famosa do museu, Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci (Denon, pinturas italianas, sala 6). Cuidado para não se decepcionar com a obra. Esta sala pode ser muito tumultuada, já que todos querem fazer uma selfie com a Mona. Eu fiz. Mas ela é pequena e não se pode chegar tão perto, como os outros quadros.

roteirospossiveis369roteirospossiveis371.JPGSEGUNDO ANDAR

Neste andar estão obras menos conhecidas do grande público de origens diversas (holandesas, germânicas, francesas, etc.). Talvez por isso elas estejam no último andar, já que as pessoas costumam não chegar até lá devido ao cansaço. Eu fui e gostei. Mas não me demorei muito. Os destaques são para as obras A rendeira (Richelieu, pinturas, sala 38), Luís XIV, Rei de França (Richelieu, pinturas, sala 34) e O retrato de Gabrielle d’Estrées e sua irmã (Richelieu, pinturas, sala 10).

Viram quanta coisa? Bem, se preferir, aconselho ver o mapa e se familiarizar com o espaço do museu pelo site. Baixe os mapas aqui.

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Imagens: Anderson Corrêa / Reprodução / Getty Images

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