Um cenário digno de reis e rainhas. Sim, o Châteaux de Versailles foi moradia da monarquia francesa e toda sua corte, que hoje é aberto ao público e arrebata o coração de quem passa por lá conhecendo seus salões e jardins. Foi quase um dia inteiro para visitar o famoso palácio, isso porque o complexo compreende além da enorme casa real, jardins magníficos, e outros palacetes de lazer espalhados pelo terreno. E ainda assim, não deu para ver tudo. Há quem reserve dois dias para visitar todo o complexo. Vamos ao passo-a-passo da minha visita à casa real francesa.

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COMO CHEGAR

Existem várias maneiras de chegar à Versailles: de ônibus, de trem, de carro. Para mim, a mais fácil foi a combinação de metrô e trem RER. Peguei o metrô até a estação Invalides, onde tomei o RER direto para a estação Rive Gauche (Linha C5). Lembre-se que o ticket para Versailles tem um valor diferente, já que fica fora da região de Paris. O legal do trem é que são dois pisos. O trajeto até a estação Rive Gauche é bem bonito. Quando chegar, siga o fluxo e após uma caminhada leve estará na entrada do palácio.

Logo de cara você se impressiona com o local e com a fila. O palácio é muito bonito, com um belo portão dourado que dói os olhos de tão reluzente. Já a fila é gigante! Mas calma, tem como você furá-la, Mas nada de jeitinho brasileiro. Poderá deixar a fila para trás de forma legal, obviamente.

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INGRESSOS

Há três maneiras de você comprar ingressos para conhecer o Châteaux de Versailles. O primeiro e mais certeiro é usando o Paris Museum Pass, que possibilita entrar sem enfrentar uma fila tão grande, apenas a do detector de metais. O passe dá direito a visitar quantas vezes quiser os museus da lista. São mais de 50.

Outra opção para furar fila é comprar os tickets com antecedência pelo site chateauversailles.fr. O bilhete custa € 20,00. Lembrando que menores de 18 anos não pagam. Se for residente na União Europeia, a gratuidade vai até os 26 anos.

A terceira opção é a clássica bilheteria. Mas esse não dá para furar fila, não. Daí enfrentará duas filas: para comprar os ingressos e para passar pelo detector de metais. Se estiver lá no verão, isso poderá demorar horas.

OS JARDINS

Você pode começar o passeio pelo Castelo ou pelos jardins. Eu comecei pelos jardins pelo simples fato de que estava um dia chuvoso e queria aproveitar antes que uma chuva mais forte caísse e impossibilitasse a visita. A área dos jardins é muito grande, mas estava definitivamente disposto a visitar cada bosque e cada fonte do lugar. Se reparar o mapa vai ver quais os mais importantes. Como cheguei cedo, as fontes ainda estavam desligadas. Creio que por volta das 10h começaram a funcionar e aí sim foi uma belezura. Era tanta água jorrando que a chuva fina que caía já não fazia tanta diferença.

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Para mim, o bosque mais bonito é onde fica a fonte L’Encelade, uma escultura enorme de um gigante saindo do chão, entre pedras. Finalizada em 1677, a escultura foi inspirada na história da queda dos Titãs. Estes foram enterrados sob as rochas tentando escalar o Monte Olimpo, apesar da proibição de Júpiter. A escultura representa um gigante lutando contra a morte.

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Mas há outras fontes tão bonitas quanto. Um exemplo é o Bosque de Bains d’Apollon (Banhos de Apolo), Bosque de Collonade e, claro, a Char d’Apollon (Bacia de Apolo), que fica logo no início do Grande Canal. Trata-se do deus Apolo em sua carruagem puxada por uma tropa de cavalos em chumbo de ouro. Ah! É possível navegar pelo Grande Canal.

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Quando as águas começaram a correr pelos chafarizes estava me aproximando da Bassin du Miroir (Bacia do Espelho), com um grande espelho de água e guinchos de águas que dançavam ao som de músicas clássicas.

TRIANON E DOMÍNIOS DE MARIE-ANTOINETTE

Esta área foi construída para servir como espaço de lazer da realeza. O Grand Trianon, dedicado ao rei, foi construído em mármore rosa e é rodeado por belos jardins de flores, diferentemente dos bosques do Châteaux de Versailles, que privilegia árvores. Dentro, os móveis do período napoleônico, já que os originais foram retirados durante a revolução francesa, deixam o ambiente ainda mais bonito, fazendo o Grand Trianon levar o título de melhor castelo de Versailles.

roteirospossiveis360.jpgAtravessando o belo jardim botânico do Trianon se encontra o Petit Trianon, a casa construída para receber a amante do rei, Madame de Pompadour, que não conseguiu ver a casa pronta. Logo, uma nova amante, a Madame du Barry, ficou responsável pela casa, tendo que deixá-la após a morte do rei. Mas a principal moradora do lugar foi Marie-Antoinette. A rainha recebeu o local de presente do seu marido, o rei Luís XVI, e logo operou muitas mudanças no local, deixando ele com as formas de hoje. Quem visita o palacete consegue ter uma noção do bom gosto da rainha.

roteirospossiveis361.jpgNos arredores do Petit Trianon ficam outras belas construções que podem ser conhecidas ao longo do passeio. Além de um teatro e de uma capela, o parque no entorno tem ainda grutas, lagos artificiais, um mirante, bem como o belo coreto Temple de l’Amour, que Marie-Antoinette podia admirar da janela de seu quarto, onde no centro fica a escultura “l’Amour se taillant un arc dans la massue d’Hercule” (O Amor talha um arco no bordão de Hércules). Um ótimo lugar para os casais fazerem suas fotos.

roteirospossiveis362.JPGPara finalizar o passeio, antes de adentrar o Châteaux de Versailles, vale a visita ao Hameau da Rainha, uma espécie de pequena aldeia construída para satisfazer os prazeres da jovem Marie-Antoinette, com moinho, pequenas choupanas, pomar, horta, um grande lago, além, claro, da Maison de la Reine (Casa da Rainha). Parece cenário de filme de cavalaria.

CHÂTEAUX DE VERSAILLES

Depois de visitar toda a parte externa, agora sim chegou a hora de conhecer o tão falado Palácio. Logo no primeiro salão você é convidado a assistir à história da construção do châteaux, as modificações que sofreu ao longo dos anos, até chegar à configuração atual. Em seguida você é levado a conhecer os cômodos da casa real. Aí, vai passando por quartos das filhas extremamente decorados, com todas as minúcias que a monarquia exigia. São detalhes e requintes para todos os cantos que sua vista alcança.

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Um dos espaços mais esperados pelos visitantes é a Galerie des Glaces (Salão dos Espelhos), no primeiro andar, onde anteriormente eram alguns cômodos da casa. A mando do rei, as paredes foram derrubadas, dando lugar a um imenso salão com vista para os jardins. Por ali também estão os grandes aposentos, destinados à privacidade do rei e da rainha. Há também duas galerias, uma dedicada a Napoleão e outra às grandes batalhas de França.

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Antes de ir embora, um último ponto de destaque o átrio de mármore que fica no centro do palácio. O Cour de Marbre (Tribunal de Mármore) tem azulejos brancos e pretos que o cobrem vindos do castelo de Vaux-le-Vicomte. Nas paredes, bustos de vários imperadores romanos. As janelas dão vista para o quarto do rei. Gosto muito desse lugar e me lembra o filme Os três mosqueteiros (2011), cujas algumas cenas se passam ali.

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Quanta coisa, não é? Por isso que o passeio requer um bom tempo de dedicação. Há pessoas que preferem fazê-lo em dois dias, mas quando se trata de viagens curtas, tempo é dinheiro, então, o melhor é conhecer tudo de uma vez. No final, você sai de Versailles tentando imaginar como quão pomposa e extravagante era a vida dos monarcas franceses. A família real ostentava suas riquezas enquanto milhares de franceses mal tinham o que comer. Apesar disso, não se pode contestar que se tinha bom gosto. Se for à Paris, não deixe de colocar no seu roteiro uma visita à Versailles, um passeio incrível e imperdível.

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Imagens: Anderson Corrêa / Reprodução

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