Não, eu não vi o Papa. Ele não apareceu nem na janelinha, nem no seu papa-móvel. Não era dia para nenhuma dessas atividades papais. Mas nem por isso não foi bom o passeio pelo Vaticano. Só lamentei não ter subido à cúpula da Basílica, de onde dizem ter uma vista espetacular da Piazza de San Pietro e mais além dos muros do Vaticano. Mas o que consegui ver já foi maravilhoso.

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A sensação de estar naquele lugar é mágica, uma emoção que é difícil descrever. Por um instante essa mesma emoção quase se diluía quando vi o tamanho da fila para entrar na basílica. Meus deus! Parecia fila da Caixa Econômica em dia de pagamento do Programa Bolsa Família. Só parecia, porque a fila andou rápido, diferentemente dessa do Brasil. Mas antes de falar da Basílica, deixa eu contar um pouco da praça.

Passei a manhã toda no Museu do Vaticano. Foram três horas andando pelos corredores e salões dos museus, encantado com tudo o que eu via; obras magníficas, artefatos e até múmias antiguíssimas (creio que tenha até mais do que o acervo egípcio do Museu do Louvre, em Paris). Só me decepcionei mesmo com a Capela Sistina. Não me encheu os olhos como imaginava. Conto tudo sobre minha visita ao Museu do Vaticano, incluindo minha decepção com a Capela Sistina nesse post aqui.

roteirospossiveis214Depois que saí do museu, contornei o muro do palácio e cheguei à Piazza di San Pietro. Grandiosa. Um pena que aquele monte de cadeira e grades tiram um pouco do brilho do lugar. Mas ainda assim, a praça é fascinante. São maravilhosas aquelas colunas feitas por Bernini, 284 ao todo, que contornam a praça como se fossem um abraço nos fiéis (pelo menos essa é a explicação que dão sobre o formato da praça). Em cima de cada uma das colunas da frente está uma escultura de um santo. São 140 no total. Quem assistiu ao filme “Anjos e demônios” consegue ter uma noção da grandiosidade da praça.

Além das colunas, há também fontes de água (aproveite para encher sua garrafinha, já que água das fontes de Roma/Vaticano é grátis e boa para consumo), e o gigantesco Obelisco Egípcio, além, claro, ao fundo, a Basílica di San Pietro, que foi nomeada assim porque ali foi o local do sepultamento de São Pedro, um dos apóstolo de Jesus, o primeiro Papa.

Vamos à Igreja. Depois de enfrentar a fila para passar pelo detector de metais (não esqueça de deixar no hotel qualquer instrumento cortante), você entrará no templo. Antes, poderá alugar um áudio-guia. Ah, também não esqueça que deve estar vestido apropriadamente ali. Não é permitida a entrada de homens ou mulheres com roupas acima do joelho (bermudas e saias), nem com os ombros à mostra. Portanto, prefira ir de calça ou saia longa e camisa com manga.

roteirospossiveis217A primeira coisa que chama a atenção é a famosa e mais aclamada obra de Michelangelo: Pietá. A escultura representa Jesus Cristo morto nos braços da Virgem Maria. É difícil fazer fotos dela, porque tem muita gente em volta, mas não é impossível. Só a iluminação que não contribui muito. A Pietá é protegida por um vidro a prova de balas, já que em 1972 houve um atentado que chegou a danificar um pedaço da imagem.

Curioso é que a escultura foi feita quando Michelangelo ainda era jovem. Tinha 25 anos e por isso mesmo, para evitar que por causa da sua juventude não lhe dessem o crédito pela obra, grafou seu nome em uma faixa que cruza o peito da Virgem. Esperto, não! Mais tarde ele foi chamado para ajudar na construção a igreja ao lado de outros grandes artistas da época. É dele os desenhos que estão na cúpula da Basílica, por exemplo. De longe parecem pinturas, mas na verdade são mosaicos quase que perfeitos, para não dizer perfeitos. Quem sobe à cúpula consegue ver os mosaicos de forma mais definida. Um trabalho brilhante.

roteirospossiveis215Mais à frente está o túmulo do Papa João Paulo II e ainda a estátua de São Pedro, em bronze, que se reparar tem um dos pés meio gastos, já que muitos fiéis passam a mão pedindo proteção. Sob a grande cúpula está o Baldaquino de Bronze, feito por Bernini. É ali que está a Necrópole, onde fica o túmulo de São Pedro. Se fizer um agendamento, poderá percorrer todo o subterrâneo da Basílica e visitar a sepultura. Quem conta mais sobre isso é o Robson Franzói, do Blog Um Viajante.

roteirospossiveis216Caminhando mais se encontra a entrada da Tumba dos Papas. Todos os papas, a exemplo de São Pedro, foram enterrados na Basílica. Essa visita não é paga, mas é bem cheia. Ali não se pode fazer fotos. É preciso respeitar o local, mas repare as esculturas sobre os túmulos. Foram feitas à imagem dos papas.

roteirospossiveis218.JPGA última coisa a fazer é subir até a cúpula. Como adiantei, infelizmente perdi essa oportunidade. Para subir, paga-se uma taxa de € 6,00, se quiser fazer todo o percurso pela escada, subindo os 537 degraus, ou € 8,00, se preferir utilizar o elevador até certo ponto e depois continuar subindo por 304 degraus pela escada. Numa próxima visita, eu não vou perder isso, especialmente depois das imagens que me mostraram.

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Imagens: Anderson Corrêa

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