Olá, viajantes! Quem já foi a Roma, sabe o quanto essa cidade é encantadora. Quem não foi e está pretendendo ir, vai perceber, logo de cara, que entre o caótico vai e vem das infinitas vespas multicolores e pessoas que gesticulam muito, falam alto nas ruas e até brigam, está um dos conjuntos arquitetônicos e patrimônios históricos mais bonitos do mundo. Afinal, eles se apossaram e copiaram muita coisa dos gregos e trouxeram grandes inovações para a construção civil desde os tempos remotos e que perduram até hoje, com os aquedutos que abastecem as fontes da cidade. É possível até beber água potável em alguns pontos da cidade. Beba sem medo.

Mas vamos ao que interessa. Cheguei por volta do meio-dia no aeroporto de Fimiuco, de lá peguei o trem para a estação Termini, no centrão da cidade, de onde segui a pé até o hostel. (Veja aqui o review do Alessandro Palace.) Depois de deixar a mochila no quarto e almoçar ali nas proximidades, fui atrás dos pontos de interesse que descrevo a seguir. Ah, era verão e deu para conhecer muita coisa antes do sol se despedir.

16h00 Depois do almoço, numa pequena casa de massas na Via Torino, próximo à Piazza della Repubblica, segui para a Piazza Del Quirinale, onde fica o Palácio da Presidência da Itália e alguns outros prédios do Governo. À direita do palácio, tomei a Via della Dataria e mais à frente virei à direita, onde logo encontraria a tão famosa e concorrida Fontana de Trevi. Difícil encontrar esse lugar vazio, especialmente no verão. Fazer uma foto que preste, então, é um grande desafio, digno dos deuses. Talvez se acordar bem cedinho, consiga ter a fonte só para você.

roteirospossiveis202.JPG16h30 Peguei a Via delle Muratte até encontrar a Via del Corso, uma das principais vias do comércio romano. Caminhei um pouco até encontrar a Piazza Colona, onde fica a sede do Jornal Il Tempo, e mais atrás a Piazza di Montecitorio, onde estão outros prédios públicos. Próximo está a Giolitti, uma das mais antigas gelaterias do país, com  100 anos de história. Ah, lembre-se que em Roma tudo o que é tradicional tem fila. Mas vale a espera. Sugiro a casquinha com três sabores de sorvete e o creme especial (chantilly).

roteirospossiveis20117h30 Estava próximo à Piazza de la Rotonda, onde se encontra o Pantheon, construção dedicada aos deuses, mas que já na Idade Média foi convertida em igreja católica. O mais interessante dessa construção é a sua planta circular, em que no alto de sua cúpula está um óculo (abertura central), o qual deixa passar a luminosidade. Só não entendo como o templo não é encharcado em tempos de chuva (Talvez exista algo de vidro para evitar isso). Quase dois mil anos depois de ter sido construído, esta cúpula é ainda hoje a maior cúpula de concreto não reforçado do mundo.

Roma-piazza-navona.jpg18h A Piazza Navona está próximo dali. Seu formato elíptico deve-se ao fato de ter sido construída onde antes era um antigo estádio de corridas a pé da cidade. Nela estão três monumentos muito conhecidos da cidade: a Fontana dei Quattro Fiumi, com seu grande obelisco (e que serviu de cenário para o filme Anjos e Demônios), e ladeando está, a Fontana di Nettuno e Fontana del Moro. Vale destacar duas construções: a primeira é a Iglesia Sant’Agnese in Agone, em estilo barroco, e o belo prédio do Consulado do Brasil em Roma. Muito importante saber onde fica, caso tenha algum problemas com documentos em sua estada pela Cidade Eterna.

18h30 Pela Fontana Del Moro, peguei o Corso del Rinascimento até o Cordo de Vittorio Emanuele II. Pela esquerda, cheguei ao Largo di Torre Argentina. Ali pude me deparar com resquício do que foi este trecho do Campo de Marte. No local há ruínas de templos construídos antes de Cristo.

DSC0669519h A poucos metros estava em frente ao fabuloso Monumento a Vittorio Emanuelle II. Trata-se de um grande templo clássico de mármore em homenagem ao primeiro rei da Itália e aos soldados da Primeira Guerra. Há muitas estátuas, entre elas, bem no centro, a do rei montado em seu cavalo. Para sua construção, foi necessária a destruição de parte do monte Capitolino e de estruturas medievais. Os romanos chamam o monumento de “máquina de escrever” devido ao seu formato retangular e suas colunas. Há um museu ali e um elevador que te leva ao alto e possibilita uma visão 360° da cidade.

Federico Robertazzi.jpg19h30 Ainda consegui dá uma voltinha em frente ao Coliseu, mas a visita estava marcada para os dias seguintes. Estava na hora de voltar para o hostel, já que o sol começava a ir embora. Antes, passei pela Piazza della Repubblica, em formato semicircular, onde num passado distante estavam instaladas as termas de Diocleciano. As ruínas das termas cedeu espaço à Basilica Santa Maria degli Angeli e dei Martiri. Vale a pena dar uma olhadinha por dentro.

Lungo-Il-Tevere-Roma.jpg21h30 Depois de um banho, eu fui à feirinha à beira do Rio Tibre, a Lungoiltevere (Lungo: ao longo; il Tevere:do Tibre). Foi uma experiência muito legal. Há pessoas de todo os tipos, de todas as idades. Há música, comida, artesanato, jogos, quinquilharias. Há de tudo ali. Uma ótima diversão para o fim de tarde ou para a noite romana. Escolha uma (ou mais de uma) barraquinha e enjoy.

roteirospossiveis203aEsse foi meu primeiro dia em Roma. No próximo post te conto como foi minha ida até o Vaticano. Ciao! Mas antes, aproveite e siga o Roteiros Possíveis nas redes sociais. É grátis!

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Imagens: Reprodução internet / Federico Robertazzi / Anderson Corrêa

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