Essa decisão é uma das maiores dificuldades de qualquer viajante quando está planejando seus roteiros. Obviamente, foi a uma das minhas difíceis escolhas também. Queria ter podido ficar mais tempo por lá. Acabei ficando apenas 4 dias (na verdade 3, retirando a chegada e a saída da cidade), mas se eu tivesse 1 dia a mais teria sido ideal.

Roma é uma cidade encantadora, cheia de charme e muita história para contar em cada esquina que se dobra, em cara beco que se percorre. Afinal de contas, é possível ver ao vivo e em cores todos aqueles monumentos que antes só era possível ver nos livros de história. O Coliseu, as esculturas de Michelangelo, a Capela Sistina (que adianto aqui, para mim foi uma grande decepção), entre tantos outros símbolos dessa que um dia foi o grande centro político-econômico do mundo.

Vamos, então, a um rápido roteiro do que você pode fazer em 4 dias na cidade.

Roma – DIA 1

Começo pela minha chegada. Desembarquei no aeroporto de Roma, o Fiumicino, ao meio-dia. Achei o aeroporto da cidade meio esquisito. Mas tudo bem. Peguei a linha de Trem que sai direto do aeroporto para a estação Termini, que fica a poucos metros do hostel onde ficaria hospedado, o Alessandro’s Palace e Bar (Veja o post sobre o hostel). Após guardar a bagagem, estava na hora de almoçar e perambular pela cidade. O almoço foi por volta das 15h.

Sugiro sempre fazer um bom roteiro antes de viajar e selecionar o que realmente pretende conhecer na região. Eu sou daqueles viajantes que na primeira viagem prefere conhecer os clássicos turistões. E não abro mão disso. Por isso marco no mapa antes de sair os pontos de interesses para facilitar o percurso. O resto é lucro. Ah, comprei o Roma Pass, que foi uma mão na roda, especialmente na entrada do Coliseu.

Fontana-di-Trevi - repordução.jpgO passeio começou pelo Palazzo de Quirinale, residência oficial do presidente. Continuei o trajeto até a famosa Fontana di Trevi. Caminhei pela Via del Corso, uma grande rua comercial da cidade, fazendo uma parada na Piazza Colona e na Piazza di Montecitorio, onde estão vários prédios do governo e também do jornal Il Tempo.

Segui pelas ruelas observando as construções da cidade, passando por monumentos e muitos prédios belíssimos, até chegar à Piazza della Rotonda, onde fica o Pantheon. Continuei o roteiro até o Largo di Torre Argentina, onde há um sitio arqueológico.

DSC06695.JPGMais alguns metros e estava em frente ao fabuloso Monumento a Vittorio Emanuele II. E ali pude constatar como o trânsito de Roma é caótico. O guardinha que tentava gerar a ordem estava mais perdido que filho de puta em dia dos pais. Ainda deu tempo de passar em frente ao Coliseu, mas a visita mesmo estava programada para os dias seguintes.

Estava na hora de voltar ao hostel. Preferir pegar a Via Nazionale até a Piazza dela Repubblica, em formato semicircular, onde no passado distante estavam instaladas as termas de Diocleciano. As ruínas das termas cedeu espaço à Basilica Santa Maria degli Angeli e dei Martiri. Vale a pena entrar. A poucos metros dali estava meu hostel.

Mas o dia ainda não tinha acabado. Quando escureceu, fui encontrar uns amigos nas redondezas do Rio Tibre, para aproveitarmos a noite que é sempre animada em Roma, especialmente quando funciona a feirinha de verão da cidade, às margens do rio. Veja como foi o meu primeiro dia em Roma.

Roma e Vaticano – DIA 2

O segundo dia foi dedicado para visitar o menor país do mundo, a Cidade do Vaticano, a terra dos papas. Aqui o Roma Pass não funciona. Então, para ter acesso ao museu é preciso comprar ingresso à parte. E o museu é muito grande e cheio de preciosidades. Fiquei mais de 2 horas ali dentro. O roteiro do museu te leva até o ato final, a Capela Sisitina. Não se pode fotografar lá. Confira aqui como foi a visita ao museu.

roteirospossiveis198.JPGSaindo do museu, o destino é a Piazza San Pietro e sua Basílica. Acabei não vendo o papa, mas a beleza daquele lugar já era um grande presente. Tem fila para entrar. Bem grande por sinal. E estava torcendo para não chover, já que o céu estava nublado.

Almocei pelas redondezas, peguei o metro e fui parar na Villa Borghese. Um parque lindo, muito arborizado. Lá fica a Galleria Borghese, onde estão obras de grande importância histórica e cultural. Concorridíssimo e com uma estratégia meio chata de visitação, acabei chegando atrasado para retirar os ingressos do último lote à venda naquele dia (#fail). O Roma Pass garante gratuidade à Galeria, mas me perdi nos horários. Vou ter de voltar outra vez a Roma.

Saindo de lá, aproveitar para dar mais uma volta pela cidade e conhecer as importantes Piazzas de Spagna e del Popolo, no final, acabei assistindo a um pocket show da Laura Pausini. Foi muito bacana. Já era bem tarde quando voltei ao hostel.

Roma – DIA 3

O terceiro dia amanheceu nublado e a previsão era de chuva para toda a manhã. Isso podia estragar meu passeio, mas resolvi enfrentar o mau tempo. Segui para o Coliseu. Como adquirir o Roma Pass, não precisei enfrentar fila. O que era bom, já que a fila era gigantesca. Depois segui para o Palatino e Foro Romano. Esse passeio foi beeeem demorado, porque precisava verificar cada ponto desse local, já que eram detalhes históricos da civilização.

roteirospossiveis199Saindo pelos fundos do Foro, cheguei ao Campidoglio e visitei os dois museus, fazendo inclusive a travessia pela passagem subterrânea. Passei novamente pelo Monumento a Victtorio Emanielle II, do ladinho, e fui me perder pelas ruelas de Roma, para conhecer algumas igrejinhas. Pela noite, fiquei na Piazza del Popolo, onde ocorreria concertos de um festival de música.

Roma – DIA 4

Acordei cedo para aproveitar o último dia na cidade. Fui ao Castel Sant’Angelo, sob um sol de rachar. Dali partir para a região do Circo Massimo (que não foi tão interessante assim), e aproveitei para conhecer a Bocca della Verità, que serviu como elemento do enredo do filme “A princesa e o pebleu” (Roman Holiday), estrelado por Audrey Hepburn e Gregory Peck. Existe um mito em torno dela. Fui lá conferir.

roteirospossiveis200a.JPGApós isso, voltei para o hostel, peguei minhas malas e segui para o aeroporto, lembrando os bons momentos naquele(s) país(es) e com o forte desejo de voltar para conhecer o que o tempo não deixou.

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A imagem da Fontana de Trevi é reprodução da internet.

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