Está vendo essa foto aí em cima? Pois bem, não foi essa imagem que encontrei em Maragogi. Queria poder escrever um post falando somente maravilhas das praias da cidade, mas isso não vai acontecer desta vez. Tudo por causa da empresa de turismo que nos levava para a cidade alagoana, a 2 horas de Maceió e também de Porto de Galinhas, no estado vizinho de Pernambuco, onde nós estávamos. O combinado era sair cedo da pousada em Porto para chegar a tempo a Maragogi para aproveitar as piscinas naturais. Mas nada disso aconteceu. Chegamos ao destino por volta de 11h30, quase na hora do almoço, por causa do atraso de alguns outros hóspedes e da desorganização da empresa.

Tudo bem, antes disso, já tínhamos decidido não fazer o passeio das piscinas naturais, porque o agente de turismo tinha nos convencido que possivelmente as piscinas estariam indisponíveis àquele horário, já que tudo depende da tábua da maré. Foi, então, que nos sugeriu outro passeio de barco por 5 praias da região, todas com águas azuis e aquele cenário paradisíaco. Nosso grupo preferiu esse, a correr o risco de não ter piscina alguma à nossa espera. Reservado o passeio, o pagamento foi efetuado lá na chegada (R$ 50,00). Havia outras empresas mais em conta, mas o agente já tinha fechado com essa, a Corais de Maragogi.

Lá havia um restaurante, mas os pratos não saíam por menos de R$ 80,00. Decidimos procurar outro estabelecimento. Encontrei um restaurante de comida caseira, a uns 100 metros da agencia. O preço: R$ 14,90, servindo-se à vontade, podendo escolher dois tipos de proteínas. Só não lembro o nome do local.

O passeio estava marcado para sair às 13h. Primeiro subimos em um catamarã e depois que perceberam que a lotação era inferior à quantidade de pessoas, mandaram descer e nos dirigir para outra embarcação. Tudo bem, não havia nenhum problema nisso. O passeio começou com o bem humorado guia do barco contando histórias e curiosidades sobre as praias que visitaríamos. No roteiro estavam as praias de Maragogi, de Bargalhau, de Barra Grande, de Antunes e de Xaréu.

roteirospossiveis192Parecia que seria um passeio muito legal, mas bem, para nossa surpresa, as praias, pelo menos 3 delas, seriam vistas apenas de longe. Sim, isso mesmo. (Nossa visão era essa da foto acima). Estávamos a alguns quilômetros da costa e o tal guia do barco ia gritando. “Tá vendo aquela casa ali? Fica não sei onde”. “Tá vendo aquele coqueiro ali? Ele dá coco”.

Quando estávamos chegando à quarta praia, a de Antunes, eles decidiram parar, depois da insistência do guia para com o marinheiro, a fim de que pudéssemos tirar fotos na principal atração da praia: os coqueiros tortos. Quando desci do catamarã e cheguei à areia e vi aquela fila formada atrás de um pedaço de concreto para fazer a tal foto, eu realmente não estava querendo acreditar nessa atração imperdível. Pensei que fosse algo natural, mas não. Alguém colocou um pedaço de concreto com um furo no meio em cima de uns tijolos para as pessoas emoldurarem o coqueiro.

Para não perder a viagem, fizemos as fotos ali. Fotografei todo o grupo. Quando chegou a minha vez, na pressa de voltar para o barco e não ficar para trás, não verifiquei a imagem final. Ao conferir as fotos na embarcação, fiquei #chateado porque todas ficaram sem foco e sem enquadramento algum. A única que prestou, ficou boa depois de passar pelo photoshop. Essa aí abaixo.

roteirospossiveis194A segunda e última parada foi a famosa Praia de Xaréu, ou popularmente conhecida como Praia da Bruna, por causa da passagem da atriz Bruna Lombardi que resolveu fazer topless ali. Bem, não chegamos pisar na praia, ficamos vendo ela de longe, enquanto banhávamos em alto mar.

Os peixes não apareceram, e nem esperávamos que parecesse, porque o mar estava verde, mas um verde escuro que mal dava para ver nossas pernas sob a água. Decepção! Decepção! A sorte é que eu gosto muito de mar, e sendo água translúcida ou não, sempre vou me sentir um peixe nele. O guia nos contou na volta que as águas nesse período de setembro a novembro não ficam tão claras e azuis como em outras épocas do ano. “É, a gente percebeu!”.

DCIM114GOPROAcabou! Foi esse o passeio. Voltamos para a Praia de Maragogi três horas depois , loucos para tomar um banho e tirar a água salgada do corpo. Detalhe: todos os chuveiros da praia têm água salobra. Ou seja, não adiantava muita coisa, não. O jeito foi pagar um banho (R$ 2,00) na casa de uma família que vende banhos, próximo do restaurante onde almoçamos.

E o pior estava por vir. O grupo que decidiu fazer o mergulho nas galés veio contando maravilhas do passeio, mesmo a água não estando 100% límpida. Mas, segundo eles, valeu a pena ter visitado as piscinas, mesmo por pouco tempo, por causa da maré. Se arrependimento matasse, não estava eu aqui escrevendo esse post. Fica a lição: Não vá a Maragogi em setembro ou não encontrará o Caribe que tanto falam! Ficam também bons motivos para voltar à Maragogi, com mais calma.

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Imagens: Reprodução / Anderson Corrêa

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