Antoni Gaudí é o grande nome da arquitetura de Barcelona. São obras dele algumas das principais atrações turísticas da cidade. Entre as mais visitadas está o Park Güell, localizada numa grande área verde de 15 hectares, onde, inicialmente, seria construído um condomínio de elite com 40 casas, pensado pelo empresário Eusebi Güell. Mas o projeto não foi bem aceito pela população da cidade. Somente duas casas foram feitas. Uma delas era a casa de Gaudí, transformada hoje em museu. O terreno foi vendido para a prefeitura de Barcelona, que transformou o lugar em parque.

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Por estar situado em uma área alta da cidade, chegar ao parque pode não ser uma tarefa simples. Mas também não é nada que impeça sua visita. Se tomar metrô ou ônibus, será preciso subir ladeiras e escadas. A sorte é que em alguns pontos há escadas rolantes que facilitam a subida. Se for de metrô, pegue a Linha 3 – Verde no sentido Trinitat Nova e desça na estação Vallcarca. Se tomar ônibus, as linhas são 24, 92 ou 112.

O parque

Existem várias entradas. Como peguei o ônibus, desci na avenida Travessera de Dalt e subi a Av. del Santuari de Sant Josep de la Muntanya, onde está um dos acessos ao parque. Depois descobri outras formas mais fáceis de chegar, usando as linhas que citei antes. Mas tudo bem, caminhar é sempre bom.

roteirospossiveis135O parque é bem extenso. A primeira área a qual tive acesso foi a grande praça, onde ficam os bancos revestidos com a técnica do trencadís, um mosaico feito de pedras que é uma das marcas de Gaudí. Confesso que à primeira vista a praça me pareceu algo sem graça. Aquele terreno arenoso não era muito atrativo. Sem falar no sol escaldante daquele dia. Mas depois, os olhos foram se acostumando com o colorido que serpenteava a praça naquela mureta. A vista da cidade a partir dali é bonita.

roteirospossiveis136Depois caminhei pelo Viaduto do Algorrobo, uma das soluções encontradas por Gaudí para os desníveis do terreno. A ideia é que por eles passassem carruagens, tanto por cima quanto por baixo. Por isso o corredor feito de pedras e colunas torcidas é largo. Dá para andar por baixo e por cima. Prepare-se para caminhar um pouco. Não sei quanto aos outros, mas a parte inferior para mim tinha um quê de mal assombrado.

roteirospossiveis137Segui o caminho até La Casa Trias. Não entrei. Mas deu para admirar a arquitetura. Mais um pouco cheguei ao primeiro mirador, de onde se tem um vista deslumbrante de Barcelona. Voltei o caminho e cheguei ao belo Jardins d’Austria, onde ficam flores bem cuidadas. Nesse trecho também está o Museu Gaudí. Disseram-me que não vale a visita. Mesmo o ingresso barato, preferi não entrar.

Cheguei, então, finalmente à Sala Hispola, que fica no nível abaixo da praça central. Ali, funcionaria um grande mercado para atender os moradores do condomínio. Colunas enormes sustentam a praça e no teto ficam mosaicos belíssimos do Gaudí. Descendo as escadinhas laterais, chega-se ao ponto mais famoso do parque: a Fonte da Salamandra (ou dragão, ou lagarto), que hoje é símbolo de Barcelona. Difícil é fazer uma foto ali com a quantidade de turistas que querem um registro da salamandra de mosaico. Concorridíssimo!!!

roteirospossiveis138Para terminar, fui até o outro lado do parque onde fica o mirador do Turó de les Tres Creus (calvário das três cruzes), o ponto mais alto do parque. O local é bastante concorrido. Vez ou outra a gente consegue um folga para se posicionar bem e fazer uma boa foto. Tem-se uma vista muito bonita dali.

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