Sou o maníaco do mapa. Diga-me aonde vais, que meu mapa me mostra onde é. E isso tem me ajudado muito. Sempre me ajudou a chegar aos locais. Sei que tem gente que não sabe ler um mapa, não sabe se orientar por ele. E que mal aprendeu os pontos cardeais nas aulas de geografia na escola. Mas eu faço sempre bom uso dele em lugares que não conheço. Tenho um senso de direção muito apurado. Por isso tiro muito proveito dos mapinhas. E para um bom andarilho isso é fundamental.

Em muitas viagens que faço (em todas elas, praticamente, quando não há familiares para ficar me levando com o carro), eu prefiro usar o transporte público e “meus pés, meus queridos pés que me aguentam o dia inteiro”. Para isso, os mapas, quer os físicos que busco logo que apareço no saguão do aeroporto, quer os digitais, nos aplicativos de celular, são fundamentais. Às vezes nem preciso pedir informação para chegar a algum ponto turístico, por exemplo. Talvez a informação da linha do ônibus ou do metrô que me fará chegar lá mais rápido, fora isso só aquele pedaço a cartografia é suficiente.

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E eu fico imaginando como deve ter sido legal você desenhar o primeiro mapa de um lugar. Queria ter sentido a sensação desses cartógrafos ao levar um mundo para uma folha de papel, papiro, couro de animal, qualquer que seja o material usado. Ainda não tive foi a oportunidade de fazer o meu mapa, a não ser aqueles de caça ao tesouro nas brincadeiras de infância. Também ainda não consegui viajar de carro, pelas estradas. Fico imaginando esse dia chegar e poder me orientar pelo mapa das rodovias, contando cada quilômetro para chegar ao lugar de destino.

Guardo comigo os mapas das cidades que conheci. Infelizmente não tenho todos, porque havia cidades que não tinham mapas à disposição dos turistas. Em compensação, há cidades que tem uma variedade de mapas: aqueles completos, apontando os lugares de interesse, mapa de rotas de metrô, mapa com informação dos melhores restaurantes, mapas, mapas e mapas.

Mas nem tudo são flores. Já me deram mapas incompletos, faltando ruas, ou indicando a localização errada de algum ponto de interesse. Já até briguei com um amigo porque ele pegou meu mapa pensando que era o dele e usou-o para sentar em um banco de praça molhado. Lá se foram todas as anotações de linhas de ônibus e horários que tinha marcado para facilitar minha vida. Mas tudo bem. A raiva foi passageira. Não valeria a pena estragar a viagem por um MAAAAAPA, MEU MAAAAPA. Logo encontraria outro ponto de informação turística para conseguir um novinho. Para meu alívio.

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