Alguns hão de discordar, mas para mim esse Caminito é um dos pontos turísticos mais sem graça do mundo. Talvez a má impressão que tenha tido foi por causa da grande expectativa que criei em conhecer o tão falado pedaço do bairro La Boca. Decepção. Muita decepção. Eu realmente pensava que fosse encontrar um lugar bem “arrumadinho”, confortável e convidativo, mas tive a impressão de que tudo ali foi feito nas coxas só para durar um pouco mais de tempo.

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Bem, o Caminito é apenas uma pequena rua, por que não dizer uma quadra, em que as casas, feitas de zinco, têm as fachadas pintadas com cores berrantes (azul, amarelo, vermelho, etc.). Isso é o melhor dali. A pequena viela fica cheia de barraquinhas em que artistas vendem seu trabalho. Alguns pintam seu retrato na hora, outros vendem trabalhos manuais.

Há ali espaço para os famosos “vem tirar um foto comigo e me paga para isso seu turista trouxa”. São dançarinos de tango, sósias de personalidades, que concorre diretamente, e às vezes perde de lavada para as esculturas dos jogadores da seleção e de artistas e outras pessoas com grande representatividade no mundo, que são muito mais semelhantes. E não são poucas as esculturas. Em cada restaurantezinho ou em cada loja de souvernir tem pelo menos uma estátua do Messi, do Maradona, do Papa Francisco, até do Pelé e do Neymar. Por isso consideram o local um museu a céu aberto. Eles estão nas portas e também nas sacadas dos prédios.

Uma coisa boa do Caminito é que ali próximo está a La Bombonera, estádio do Boca Juniors, o maior clube de futebol do país. De resto, é preciso tomar cuidado com o ambiente, já que se fala em recorrentes assaltos a turistas mais desatentos. Quem sabe você consiga ver esse espaço com bons olhos. Mas, se eu fosse você, iria lá uma vez para conhecer, mas não voltaria de novo, não. Buenos Aires tem coisa mais interessante para aproveitar.

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