Conhecer cidades a pé é sempre a melhor pedida para mim. Acho que aqueles ônibus são sempre uma furada. Há exceções, claro. Mas a tranquilidade das caminhadas me faz sentir melhor o clima das cidades. No Rio de Janeiro não foi diferente. No hostel, me informei acerca desse Free Walker Tours (que funciona a base de gorjetas no fim do percurso). O ponto de partida era o Largo da Carioca, próximo ao Convento de Santo Antônio, mas precisamente na base do Relógio da Carioca. Perdoem-me, mas não lembro o nome dos dois guias. Havia umas 60 pessoas que foram divididas em três grupos. Dois com guias falando inglês e um falando em espanhol. Segui com esse último grupo.

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O tour, com três horas de duração, foi muito produtivo. Um dos guias, estudante de Turismo, nascido na cidade, era o que tinha mais informações. O outro, era de Santa Catarina, estava ali estudando Relações Internacionais. O passeio seguiu pelo Convento, depois fomos em direção à tradicionalíssima Confeitaria Colombo. A infinidade de doces ali é grande. Consegui provar alguns.

Saindo de lá, fomos para a região do marco zero da cidade. Passamos por algumas ruazinhas que conservam edifícios coloniais, entre elas a do Ouvidor, que sempre me faz lembrar o Machado de Assis. Soube onde foi a casa de Carmem Miranda e seguimos para o Arco do Teles, construído em um edifício, dando acesso da Praça XV para a Travessa do Comércio, importante espaço no século XIX. Hoje, cheio de bares e restaurantes que ficam movimentados para o happy hour.

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Atravessando o Arco nos deparamos com a Praça XV (Paço Imperial), onde ficava a residência oficial de D. Pedro. Hoje, foi transformado em um museu que conta a história do descobrimento do Brasil e dos primeiros anos do reinado. Depois de uma parada ali, fomos para o Palácio Tiradentes, logo ao lado, sede da Assembleia Legislativa do Rio. O destino seguinte foi a Praça Floriano Peixoto, onde ficam o Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional e outros grandes edifícios.

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O tour continuou rumo à Lapa. Passamos pelos Arcos da Lapa, pelo “feioso” prédio da Petrobrás e pela Catedral Metropolitana do Rio, dedicada a São Sebastião. Aproximando-se do fim, ainda os guias nos falaram sobre aquele boêmio bairro, onde transitavam ilustres como o escritor João do Rio e o compositor Noel Rosa. O ponto final foi a famosa Escadaria de Selarón, artista plástico chileno que preencheu a escada que leva ao alto do morro com mosaicos coloridos. Difícil fazer uma foto boa li com um mundo de gente passando.

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Para fechar, fomos convidados a almoçar todos juntos em um dos restaurantes ao pé da escadaria que daria desconto para quem esteve no tour. Confesso que não foi uma boa pedida. A feijoada estava salgada. Mas foi um bom momento para conhecer pessoas diferentes. Guardo as amizades que fiz lá, como o caro Numa, de Lyon, a quem tenho muito apreço. Ah, como havia mencionado. É de bom grado dá uma gorjeta aos guias no final.

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