Viajar para mim sempre foi motivo de alegria. Quando ouvia meus pais dizerem que iríamos fazer uma viagem, desde aquele momento eu começava a ser feliz. Era uma ansiedade que tomava conta de mim e a cada dia que ela se aproximava, aumentava em proporções exacerbadas. Quando chegava ao local de destino me tornava o maior exemplo de felicidade. Mas bem… fui crescendo, me tornando mais independente e descobrindo como também era bom viajar sem a família, mas na companhia dos amigos. Foi assim, durante a faculdade. Ok! Ok! A gente dormia em colchonete no chão das universidades do país, comia bandejão nos restaurantes universitários. Mas só de sair do lugar comum já valia a experiência.

Anos mais tarde, depois de formado, e já trabalhando, fiz uma nova descoberta. Viajar sozinho. Não, não tive medo de viajar (dentro ou fora do país). Mas, claro, aquela pulguinha de preocupação de que algo poderia dar errado sempre fica atrás da orelha, especialmente quando se trata de destinos internacionais. Lembro que na minha primeira viagem para fora do Brasil, quando fiz intercâmbio na Argentina, a minha bagagem decidiu não chegar junto comigo. Acho que o medo ficou todo com a mala que ela resolver não embarcar, deixando-se guardadinha numa dos porões de Guarulhos. Fora esse pequeno imprevisto, não tive problemas. A viagem foi tranquila e tornou-se inesquecível.

Desde então, já foram alguns roteiros traçados e cumpridos pelo mundo afora. Gostaria de viajar mais, mas nem sempre o tempo e o dinheiro dá. Hoje, a maior parte das coisas que faço (ou deixo de fazer) é pensando como seria estar em tal destino. Meus amigos costumam me perguntar como eu consigo fazer essas viagens. É claro que existe “n’s” fatores, mas acima de tudo é força de vontade. Alguns deles me pedem dicas, perguntam como eu fiz para ir e o que fiz lá. E foi nesse intuito de ajudá-los que criei este blog. Na verdade, fazia tempo que o projeto estava na gaveta, faltava tempo, porque estive ocupado com outras atividades.

Mas finalmente ele saiu. Já escrevo um outro blog, o Passeio Urbano, onde aponto roteiros e dicas sobre São Luís, no Maranhão, cidade em que nasci, em que vivo e pela qual sou apaixonado. Mas agora chegou a vez de falar desse mundo que descubro ser tão fascinante. Falar das pessoas, das comidas, das experiências que adquirir. Não é pretensão minha fazer do Roteiros Possíveis um guia de viagem, mas quero expressar os sentimentos que tive ao experimentar mundos diferentes do meu. Espero que tenha uma boa leitura e que possa se sentir tão motivado como eu a seguir novos roteiros, porque eles realmente são possíveis, basta querer.

Ah, sou Anderson Corrêa, me chamam de Beto. Sou professor de Literatura e Língua Espanhola e também sou jornalista, além de um mochileiro curioso.

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